Educação 5.0? O que é?
Abril | 2019

Por Angélica Weise

Modelos de educação são vários. No contexto atual, podemos mencionar o currículo flexível, a educação democrática, a sala de aula invertida, entre outros.

Hoje já se fala na Educação 5.0. Mas antes, outros modelos prevaleceram. Resumimos os modelos para compreender melhor:
Educação 1.0: professores ensinavam apenas para um determinado grupo, de preferência intelectuais e nobres;

Educação 2.0: este modelo ensinava para mais alunos, só que como aumentou o número de alunos, também aumentou a quantidade com dificuldades de aprendizado;

Educação 3.0: chega a tecnologia e consequentemente este modelo engloba uma revolução nas definições de ensino e de aprendizagem;

Educação 4.0: este modelo está ligado à revolução tecnológica que inclui linguagem computacional, inteligência artificial, robótica e a Internet das Coisas. Acima de tudo, a construção e o uso de bancos de dados devem ser impulsionados para fornecer às pessoas novos serviços importantes.

Mas o que é Educação 5.0?
Este conceito aborda muito além das habilidades específicas para este novo mercado que muitos alunos estão estudando, mas também habilidades cognitivas à consciência socioambiental e empatia.

Por falar em Educação 5.0, é claro que precisamos compreender a realidade atual da educação brasileira. Conforme a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil está entre os piores do mundo em avaliação de educação. 

É de fato uma notícia que decepciona professores e pesquisadores da área. Porém, faz parte da realidade. Os números analisados através da aplicação de provas, mostra o quanto é urgente uma reavaliação no modelo de educação atual que se encontra no país. Isso se torna fundamental, principalmente por saber que muitos destes alunos que saem das escolas despreparados serão os profissionais que preparam todos os outros no mundo inteiro.

Educação do futuro
A tecnologia já mostrou que não basta repetir a mesma tecla, é preciso pensar em conhecimentos e métodos ensinados pelos professores e a encontrar novos insights inovadores tanto como indivíduos, quanto como coletivos.

E sim, precisamos pensar nas profissões do futuro. Você sabia que centenas de milhões de todos os empregos atuais desaparecerão até 2030 devido à automação? Parece assustador, mas é preciso refletir a respeito.

É preciso sim construir espaços dos quais professores e alunos possam compartilhar experiências que vão além da obrigação. Pois é isso que se encontra muito na realidade dentro da sala de aula. Muitos estudantes que não terão as habilidades básicas necessárias para se manter em uma nova economia.

E não falamos apenas de habilidade profissionais, aliadas ao conhecimento da tecnologia, mas a promoção de competências emocionais intra e interpessoais. Essa é sim uma crítica do desafio educacional em todo o mundo.

Pontos a serem considerados para rever o modelo:

  • Automatização de escolhas: Inteligência artificial e algoritmos estão automatizando muitos aspectos de nossas vidas;
  • Superpotências Cívicas: cidadãos engajados e organizações cívicas estão buscando reequilibrar o poder;
  • Cérebros em aceleração: as pessoas têm acesso crescente a ferramentas e percepções que estão remodelando nossos cérebros de maneiras planejadas e não intencionais;
  • Narrativas tóxicas: sistemas desatualizados e desalinhados e métricas de sucesso estão contribuindo para problemas crônicos de saúde, incluindo taxas crescentes de doenças mentais entre crianças;
  • Refazer geografias: as comunidades estão trabalhando para se refazer diante de transições profundas.

Mesmo que reconhecemos a importância que a Educação 4.0 tem, também não adianta sermos ótimos profissionais, se não temos respeito e tolerância à opinião dos outros, e também dificuldade de relacionamento. Compreendemos a realidade atual de muitas escolas das quais apenas dependem dos recursos do poder público, e não possuem o suficiente para manter-se atualizados a tecnologia da informação, mas espaços de colaboração e novas aprendizagens são fundamentais.

É preciso atingir um equilíbrio entre o desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e as competências de ensino tornou-se essencial. 

Os alunos têm que ser encorajados a questionar os objetivos de uma sociedade inclusiva na qual todos compartilham as mesmas oportunidades e garantem crescimento econômico e bem-estar para todos - “independentemente da idade, sexo, localização, idioma ou outras limitações”.

O acesso ao currículo acadêmico é assegurado nas escolas não tradicionais ou alternativas. Levando em consideração isso, é fato que precisamos compreender o seguinte:

  • Professores são altamente qualificados na área de conteúdo com base em padrões estaduais individuais;
  • Os docentes são competentes em técnicas de ensino baseadas em pesquisa e em estratégias de gestão de comportamento apropriadas para a população estudantil alvo;
  • A escola é operada em total conformidade com as leis locais, estaduais e federais que regem os estudantes;
  • As opções curriculares refletem, mas não se limitam àquelas oferecidas no ambiente educacional tradicional, que podem incluir o aprendizado misto;
  • Os professores identificam e fornecem instruções apropriadas destinadas a eliminar lacunas na aprendizagem dos alunos.

Acreditamos sim que todas as crianças e jovens têm as habilidades necessárias para prosperar no século XXI. Precisamos começar / recomeçar imaginando futuros potenciais concretos e um mundo que queremos, assim como nossos filhos e as gerações que virão para viver.

De fato mesmo diante da realidade educacional dura e com inúmeros desafios pela frente, precisamos compreender que a maioria das pessoas terá uma variedade de carreiras diferentes, exigindo reeducação fundamental, enquanto a velocidade da inovação exigirá constantemente novas habilidades e conhecimentos para manter o ritmo. 

Os futuros alunos de hoje esperam uma conexão real com todos que interagem com eles. Além disso, na Educação 5.0 precisam ser trabalhadas questões como: responsabilidade, valores, interatividade, flexibilidade. E claro, com a presença de professores qualificados.

Torna-se necessário repensar estes diplomas, e mais, entender que a educação tradicional é muito de cima para baixo, pesada - sente-se e leia, fique quieto, não faça perguntas - ainda há muito espaço para inovação. Ou seja, mudanças pra ontem!

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