Teremos professores no futuro?
Agosto | 2019

Por Angélica Weise

Você já se perguntou qual será o futuro dos professores? Em meio a tantas crises e desafios que envolvem a profissão, me questiono a respeito dessa tão importante profissão, pelo menos considerada por mim, já que são eles, professores, que ajudam na disseminação do conhecimento na população.

Confira nesse texto algumas reflexões de artigos sobre a falta de professores e os motivos que levam a isso.

Reflexões e pesquisas sobre a falta de professores no futuro

Recentemente li um artigo publicado no site Publico, intitulado: Plano de Emergência: no futuro não teremos professores. A sério? https://www.publico.pt/2019/07/02/sociedade/opiniao/plano-emergencia-futuro-nao-professores-serio-1878263.

Escrito por Isabel Flores, ela traz uma série de contextualizações sobre a falta de professores no futuro, e o pouco que se faz agora a respeito. Mesmo o artigo se tratando da realidade de Portugal, um país que é visto por muitos brasileiros como exemplo, ou até mesmo a saga de brasileiros para lá, também enfrenta seus problemas e se questiona sobre essa realidade.

Em dado momento da leitura, Isabel questiona: “Mas valorizar a profissão nada tem a ver com empurrar mais jovens para este tipo de qualificação,  muito menos com baixar os critérios de acesso. Bem pelo contrário. Ser difícil e exclusivo é uma das variáveis que determina o prestígio de um grupo profissional”.

E este é sem dúvida um ponto importante para se questionar! Será que para não faltar professores, vale empurrar e abrir inúmeras vagas nas universidades, cursos de extensão, entre outros? Ou é válido o incentivo, mas também a supervisão deste professores na sala de aula?

E então a autora coloca a seguinte questão:

Devíamos formar menos e aproveitar a oportunidade para atrair os melhores.

A profissão tornar-se-á menos valorizada e com menor capacidade de atrair os melhores.

É interessante este olhar porque nos mostra que a solução não é apenas chamar jovens para se interessar em dar aula, mas conseguir atrair profissionais que se interessam verdadeiramente pela profissão, mesmo sabendo de todos os desafios atuais que passa.

Em outro artigo também publicado no site Publico, e escrito por Rui Gualdino Cardoso, este pontua questões que se assemelham não apenas a realidade de Portugal, mas de Brasil e de outros países também. https://www.publico.pt/2018/09/13/sociedade/opiniao/que-professores-teremos-no-futuro-1843807

“A falta de investimento na área de educação, a falta de condições de trabalho, os baixos salários em relação a outras carreiras semelhantes, a instabilidade ao nível de colocação e familiar que esta profissão acarreta, a desautorização do papel do professor enquanto educador, o crescente desrespeito do papel do professor na sociedade, estão entre muitas outras razões para estes cenários”.

 

Desta forma é importante que os professores precisem de uma boa base e uma formação adequada. Lógico que a atualização dos currículos e dos programas dos cursos que formam os profissionais da área, em pedagogia e licenciaturas, demanda também revisão e modernização.

Há ainda especialistas que afirmam a importância da criação de concursos comprobatórios, como os da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), para que possam supervisionar os profissionais que entram no mercado de trabalho.

Já outro artigo publicado no site Centro de Professor Paulista, intitulado Teremos professores no futuro?, e escrito por Priscila Cruz, trás uma reflexão bem interessante: https://www.cpp.org.br/informacao/ponto-vista/item/10946-teremos-professores-no-futuro

 

A questão é complexa. Uma pesquisa do professor José Marcelino de Rezende Pinto, da Universidade de São Paulo (USP), divulgada há três anos, mostra que o número de pessoas que ingressam nos cursos de formação docente do Ensino Superior no país seria suficiente para suprir a demanda de professores na Educação Básica – porém, o que falta é interesse em lecionar. Temos profissionais suficientes para ocupar vagas em todas as disciplinas (com exceção de física) nas escolas de todo o Brasil, porém as condições da profissão repelem grande parte dos potenciais docentes. Ou seja: mesmo com o diploma em mãos, o professor escolhe outro caminho profissional em detrimento de estar em sala de aula.

 

Uma pesquisa feita pelo Repensar o Ensino Médio, aponta dados interessantes e que servem para reflexão: (https://www.todospelaeducacao.org.br/conteudo/Pesquisa-Repensar-o-Ensino-Medio)

37,6% dos estudantes de ensino médio já tenham pensado em seguir carreira no magistério; 23,5% já desistiram da ideia.

E os motivos?

  • Porque reconhecem que os alunos não respeitam os professores (20,9%)
  • Acreditam que a sociedade não valorize a profissão (14,2%);
  • baixa remuneração! 17,7% dos jovens acham a remuneração inicial muito baixa;

Ou seja, motivos por si só de quanto é preciso repensar o modelo aplicado, como também a gestão!

Aplicativo ajuda o professor na sala de aula

Uma queixa comum de inúmeros professores são as diversas tarefas que o professor assume dentro e fora da sala de aula. Como a elaboração e correção de provas o professor gasta um bom período.

Mas e se ele contasse com ajuda de uma ferramenta? Nada complexa, simples e ainda eficiente? Estou falando e sugerindo o Prova Rápida.

É uma plataforma web para gestão, elaboração e correção de provas. São inúmeras as vantagens desta ferramenta. Primeiro, o tempo que você vai economizar. E mais, você elimina a chance de erro causada por correção humana. O que pode ocorrer principalmente quando o professor está diante de uma rotina cansativa e exausta.

Através do Prova Rápida,  terá acompanhamento dos resultados de um aluno. Você pode acessar de qualquer lugar. Além de ajudar na correção, essa ferramenta também permite a criação de um banco de questões.

E você? Qual a sua opinião sobre o futuro do professor? Deixa abaixo nos comentários! Vamos interagir por aqui!

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