Principais doenças ligadas à carreira docente
Abril | 2019

Por Angélica Weise

Ser professor é transformador! É uma das profissões mais importantes, afinal é ele o responsável que ensina futuros profissionais a atuarem em suas áreas.

Sejam professores de escola, faculdade, cursos técnicos, é bem provável que você tenha a lembrança de pelo menos um professor que marcou a sua vida.

Porém, as demandas de uma rotina com muitas atividade, também podem trazer riscos a este profissional tão importante em nossas vidas. Acompanhe neste texto as principais doenças relacionadas a essa área.

Pesquisa revela que professores desenvolvem doenças durante sua carreira
A carreira de professor pode estar ligada a doenças. É cada vez mais comum encontrar professores que precisaram se afastar das salas de aula devido algum problema físico ou mental.

Há pesquisas que confirmam isso. Foi o que apontou um estudo conduzido pela Associação Nova Escola com mais de cinco mil educadores, entre os meses de junho e julho de 2018.

De acordo com os resultados, aproximadamente 66% dos professores já tiveram que se ausentar do trabalho por questões de saúde.

Interessante que na pesquisa, 87% afirmam que isso pode ter ser sido ocasionado ou intensificado pelo trabalho, ou seja, uma rotina muita intensa de preparação de aula, elaboração e correção de provas. E não somente isso, é preciso gerenciar o comportamento em sala de aula e ficar de olho em ajudar os alunos a crescer e se desenvolver socialmente de maneira saudável. Além disso, eles devem coordenar com outros adultos e manter registros de praticamente tudo que fazem.

O que complica ainda mais o trabalho do professor são algumas das questões abaixo:

A falta de infraestrutura: muitos professores lidam com uma falta de estrutura na própria escola, e isso atrapalha até mesmo a realização de atividades essenciais que comprometem todo o trabalho, e que consequentemente desanimam os professores;

O excesso de alunos por sala de aula: é preciso ensinar muitas vezes para turmas lotadas, e isso dificulta, e até mesmo exige um jogo de cintura do próprio professor;

A dupla jornada: alguns professores lecionam mais de 40 horas por semana. Mas o trabalho não se restringe apenas a sala de aula. É necessário elaborar e corrigir provas, planejar aulas. Somando tudo isso, a jornada de trabalho quase nem sempre termina na escola e sim em casa;

A falta de segurança nas escolas e a má remuneração: professores que lecionam em locais mais perigosos, onde os índices de criminalidade são maiores também estão em constante risco.

O medo e a preocupação podem aumentar e gerar ansiedade. E também, muitos acabam mais sujeitos a sofrer algum ataque de violência, e isso infelizmente pode ocorrer dentro da própria sala.

É infelizmente uma realidade que se faz presente no ensino da educação brasileira. Logo, problemas de saúde afetam estes profissionais.

Entre eles a ansiedade, estresse e depressão configuram na lista das doenças que acarretam a carreira do professor. E quando não tratado com ajuda de um profissional, a situação pode agravar.

Por isso, é tão importante procurar ajuda. Fora isso, outros problemas como perda de voz (dores na garganta e problemas recorrentes a perda de voz), gripes e resfriados também estão na lista.

Dicas para manter a saúde mental
1- Aprenda a dizer não: por vezes é necessário aprender a dizer a não. É preciso pensar na sua saúde e família. Vale pedir ajuda, mas não ter medo de dizer não quando se sentir sobrecarregado;

2- Difícil mesmo abraçar tudo: por mais que sejam inúmeras tarefas é muito importante você compreender que não vai conseguir abraçar tudo. Peça ajuda e não se sinta menos importante. É fundamental saber que não somos máquinas;

3- Cuide da saúde física e mental: por mais conturbada que seja a sua rotina, é importante encontrar momentos para cuidar de você. Seja fazendo um exercício físico, ou até mesmo práticas mais alternativas como yoga e meditação que nos ajudam a focar no momento presente, e são ótimas práticas para combater a ansiedade e o estresse;

4-Tenha metas tangíveis e razoáveis: sabe aquelas metas feitas no início do ano e da grade curricular? Faça algo tangível. Não adianta colocar muita coisa e não conseguir dar conta. Isso pode gerar frustração.

5- Faça lista de gratidão: por mais simples que isso pareça ser, pode gerar benefícios. Há sempre algo para agradecer, até mesmo na rotina em escola. O quanto aprende-se com os alunos. Por isso, não deixe de listar coisas pelas quais é grato diariamente;

Essa foi apenas algumas das dicas que precisa pôr em prática. E caso sinta-se sobrecarregado não deixe de procurar ajuda.

O ensino é justamente considerado uma das profissões mais nobres. Mas não está livre de suas próprias armadilhas. 

Os professores precisam ter em mente que a melhor maneira de servir seus alunos é manter-se saudáveis.

Enquanto a lista acima irá ajudá-lo a reconhecer alguns dos riscos para a saúde, saiba que também as escolas podem ajudar a reduzir o estresse do professor, promovendo interações efetivas professor-aluno.

A própria meditação vendo sendo adotada em muitas escolas brasileiras e tem trazido resultados significativos. É porque essa atividade desencadeia hormônios que aliviam o estresse e estão associados a melhor foco mental e humor.

Os professores nas escolas que utilizam estratégias positivas em toda a escola para apoiar o comportamento do aluno experimentam níveis significativamente mais baixos de burnout.

Lembre-se, você não está sozinho! Os professores também precisam se certificar de que cuidam de si mesmos para que possam cuidar dos outros.

Tags:
carreira docente
doenças
estresse
depressão
ensino
meditação